Livro na gráfica! A primeira remessa sai em 30 de abril. Garanta seu exemplar!

Queridos amigos do Acervo Claudio Ulpiano, O livro “Gilles Deleuze: a Grande Aventura do Pensamento” já está em gráfica e a primeira leva será enviada até o dia 30 de abril – ainda há tempo para entrar nessa primeira remessa. Nesta edição – em tiragem limitada – a Ritornelo trará aos compradores algumas novidades: uma ...

Pré-venda: “Gilles Deleuze: A Grande Aventura do Pensamento”, de Claudio Ulpiano

Prezados amigos e amigas do Acervo Claudio Ulpiano, Em função da grande procura pelo livro, estamos prorrogando o prazo de pedidos para todo o mês abril, sem comprometer o prazo já estabelecido para remessa dos exemplares até o dia 30/04. A tão aguardada reedição do livro “Gilles Deleuze: A Grande Aventura do Pensamento”, do professor ...

Gilles Deleuze: Carta aberta aos juízes de Negri

“Por que essas negações da justiça são doravante possíveis? Acreditamos que a imprensa, com raras exceções, desempenha e continua a desempenhar um papel enorme. Não é a primeira vez e, no entanto, talvez seja a primeira vez que ela procede dessa maneira sistemática e organizada. A justiça jamais teria podido abandonar seu princípio de identidade, o inquérito jamais teria podido abandonar seu princípio de exclusão, caso a imprensa não lhes tivesse oferecido o meio para fazer com que as faltas e o abandono das regras fossem esquecidos.”

Velocidade e Acidente Integral – entrevista de Paul Virilio

Atingimos o limite num planeta reduzido; o planeta Terra é pequenino. A velocidade da luz no universo não é nada: são necessários muitos anos, mesmo à velocidade da luz, para ir ao fim do universo. Mas o mundo nós reduzimos. A globalização é uma clausura. Somos hoje como peixes numa redoma, numa terra extremamente pequena. Para as telecomunicações, a Terra é muito pequena. Tudo vai muito rápido. Hoje há duas ecologias: a ecologia verde, que se interessa pela poluição das substâncias – do ar, da água, da fauna e da flora -, e a ecologia cinza, que se preocupa com a poluição das distâncias, a redução a nada das distâncias no mundo. Ora, o homem não vive somente de ar puro, de água, de carne; nós vivemos também de distâncias. Temos necessidade de distância, senão é o encarceramento, o sentimento de aprisionamento. Michel Foucault disse que o século XVIII era o século do grande aprisionamento. Não é, pois ele ainda está diante de nós. Amanhã, a humanidade vai se sentir aprisionada numa Terra infinitamente pequena, sabendo que não há nenhum planeta habitável à volta. Esse sentimento corre o risco de ser um dos dramas do futuro, um tipo de claustrofobia da humanidade. Não somos apenas animal, mas também geometral. Somos proporções. As proporções fazem parte da vida, tanto geográficas quanto humanas, fisiológicas. O fato de ter atingido a velocidade da luz nos coloca numa situação do peixe contra o vidro da redoma.

Cartas de Nise da Silveira para Espinosa

"Estou muito longe da pretensão de entreter uma conversa com você sobre o bem e o mal. Escrevo-lhe cartas despretensiosas, de coração aberto, correndo o risco de incorrer em muitos erros. Para você o bem e o mal não têm existência. São meras imaginações que dependem daquilo que nos traz alegria ou tristeza, recompensas ou castigos. Minha experiência é outra. O bem é difícil de ser visto por nós, tal a volatilidade e as circunvoluções estranhas que traça para tocar-nos como uma asa levíssima. Nunca conseguimos saber de onde voa. Mas o mal, caro amigo, digo-lhe que já vi o mal concretamente. Já o vi como dura matéria que houvesse passado por muitas destilações até ficar depurado de quaisquer outros elementos que o atenuassem. Foi no fundo dos olhos de alguns humanos que vi o mal faiscar. Sua devotada discípula, Nise."

Guattari entrevista Lula (1982)

"Eu fiquei sinceramente fascinado com a leitura de uma coletânea de tuas entrevistas e de teus discursos, por tua liberdade de tom, pelo teu modo, por exemplo, de falar de Ghandi, de Mao, de Castro ou de Hitler, sem nenhuma das costumeiras preocupações, sem clichês e mesmo se aventurando de modo, por assim dizer “imprudente” em considerações intempestivas. Você não parece se dar conta de que algumas vezes as tuas propostas poderiam ser voltadas contra você, você parece confiar a priori na boa fé dos teus interlocutores."

“A presença do mistério em São Bernardo”, por Aldo Zaiden

"Mas sim, sim, houve transe ontem... Muitos desmaios. Após falar, dizer que viraria ideia, Lula vai carregado pelos recém-nascidos até o sindicato-útero, fazendo-se carne para o banquete dos filhos. Se faz alimento e deixa vago o trono. Tragédia absoluta! Lindo e horrível! Eu tremia, não conseguia foco para as fotos que tentei deste devorar. Me preocupei em me alimentar, vejo. Ainda bem. Findo o banquete, um berro vem de dentro ao fecharem as portas do sindicato! - MÉDICO! MÉDICO para o Presidente! Era um pico de pressão. Era o Mercadante desesperado. E foi um pico de pressão. Minha pernas não seguraram. Ajoelhei sem querer, minhas pernas bambearam mesmo. Uma mulher me ajudou a levantar. Ela estava fraca de lágrimas. Nos abraçamos muito órfãos. Somos Lula. Ele se deixou devorar."

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