Aula em vídeo: A Experiência Transcendental

“Nós entramos no transcendental, nós entramos em alguma coisa que não pertence ao mundo físico e nem ao mundo psicológico. E a partir do momento que vocês tiverem uma iluminação melhor sobre esse tema do transcendental, eu vou tentar penetrar nele e ao penetrar nele, eu entro na obra de Gilles Deleuze. A grande dificuldade de se entender a obra do Deleuze está exatamente aí, porque ele não trabalha nem com o físico nem com o psicológico, ele trabalha com o transcendental. Tá? E é aí que a gente sente a dificuldade: a gente vai ler um texto dele e sente a dificuldade de entender aquilo que está se passando. (…) Deleuze diz que existem dois mundos: um, o transcendental; e o outro, o físico e o lógico. Nós temos dois mundos, o físico e o lógico; e o transcendental. O físico e o lógico é o mundo em que todos nós estamos mergulhados. E mergulhados de duas maneiras, nós estamos mergulhados no sentido das práticas diárias utilitárias, nós vivemos num mundo físico e vivemos num mundo lógico utilitários; e, de outra maneira, o mundo científico. Nós vivemos numa física e numa lógica originárias desses dois mundos que eu acabei de dizer para vocês. Mas vem um terceiro mundo, que é o mundo transcendental. E esse mundo transcendental – aqui será uma primeira violência teórica incrível –, esse mundo transcendental, ele não tem, ele não é regido nem por regras físicas, nem por regras lógicas. Ele desfaz as regras físicas e as regras lógicas. Ele vai ser governado por alguma coisa chamada acontecimento.”

O tema desta aula é o transcendental, que não pertence nem ao mundo físico nem ao psicológico, mas ao campo das singularidades. É no transcendental que Deleuze baseia a sua obra.

 

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