A Cintilação de Espinosa | Romain Rolland

Por Romain Rolland | Trad. e Notas de Adriana Barin de Azevedo e Guilherme Ivo

 

Eu sempre vivi paralelamente duas vidas, – uma, a da personagem que as combinações dos elementos hereditários fizeram com que eu me revestisse, num lugar do espaço e numa hora do tempo, – a outra, a do Ser sem rosto, sem nome, sem lugar, sem século, que é a própria substância e o sopro de cada vida. Mas destas duas consciências, distintas e conjugadas, – uma epidérmica e fugaz, – a outra, durável e profunda, – a primeira, como é natural, recobriu a segunda, durante a maior parte de minha infância, de minha juventude e, até mesmo, de minha vida ativa e passional. É apenas através de repentinas explosões que a consciência subterrânea, conseguindo perfurar a crosta dos dias, jorra como um jato ardente de poço artesiano – só por alguns segundos – para novamente desaparecer e ser sugada pelos lábios da terra. Até mesmo nos chegados tempos da maturidade, em que os golpes repetidos das feridas da vida alargam as fissuras da crosta, a pressão da alma interior abre ao Ser escondido a trilha de seu thalweg e de seu leito de rio na planície.

Antes de chegar neste estado de comunhão direta, em que estou hoje, com a Vida universal, eu vivi separado e próximo dela, ouvindo-a caminhar comigo sob o rochedo – e, de repente, de longe em longe, nos instantes que eu menos esperava, eu era vivificado por estas irrupções de jorros artesianos que batiam em meu rosto e me derrubavam.

Eu constatei três destes jatos da alma, três destas Cintilações, que encheram minhas veias com o fogo que faz o coração do universo bater. A marca da queimadura permaneceu tão viva em meu velho corpo, que a prova, depois, rolou como um seixo, até o minuto distante no qual ela se imprimia na carne delicada e febril do adolescente.

Eu apenas deixarei aqui o relato da segunda destas Cintilações: – as palavras de fogo de Espinosa.

Entre dezesseis e dezoito anos.

Dois trágicos anos. Insignificantes, aos olhos de quem veria ali apenas o estofo, a vida familiar e escolar de um incerto adolescente. Mas eles abrigavam os monstros devoradores do desespero mortal. Foram nestes dias e não em outros que eu toquei o fundo do nada.

– “Ó, amada juventude!” disse-me amargamente Spitteler[i] pensando na sua…

Em algum lugar eu aí retornaria… Sozinha, enquanto afundava, a tempestade de Shakespeare, sublevando as camadas profundas do morno oceano, trazia à superfície, por redemoinhos, meus destroços, para mais uma vez mergulhá-los na noite. Então eu direi o companheiro que pra mim fora Hamlet, e o comentário, grudado como uma hera a cada palavra, que eu lhe consagrei…

Mas, no espírito operava-se uma metamorfose. Potente e dilacerante. Eu trocava de corpo e de alma, de voz como de pensamento. Aos dezesseis anos, minha inteligência estava ainda fechada às ideias abstratas. Eu atravessava, às cegas, a aula de filosofia, no liceu Saint-Louis, com Evelyn e Darlu. Diante destas palavras sem rosto, sem cor, sem cheiro, que as mãos não podiam apalpar, que a boca não podia morder, que se recusavam tanto à carícia quanto à ferida dos sentidos, estas palavras-máquinas da metafísica e das matemáticas, instrumentos de gênio criados pelo cérebro, eu ficava sem fôlego e hostil… “Fuori Barbari!…” – Ora, em menos de um ano depois, na aula de filô que eu estava repetindo em Louis-le-Grand, para me preparar para a Normale[ii], eu me tornara o primeiro da classe; e o excelente Senhor Charpentier, meu mestre, alto e gordo, alegrava-se ao ler para a sua turma minhas dissertações em alto e bom tom: nelas, aliás, traiçoeiramente, como um encenador, eu fazia Malebranche dialogar com seu cão… A porta estava aberta e eu alcançava o limiar do reino do Informe, – sem dúvida antropomorfizando-o – mas quantos filósofos (e eu me refiro aos maiores) foram menos ingênuos ou mais audaciosos!

O círculo filosófico era relativamente restrito na classe de Filô A do Louis-le-Grand[iii]. Entretanto, cuidadosamente remexido e revirado. Ele permanecia confinado entre as altas cercas do jardim de Descartes, Versalhes do pensamento. Eu fui substancialmente nutrido da medula cartesiana, de dois a três anos. Acrescentei a este pensamento o que eu havia surrupiado nos cantos vizinhos (Filô B), na vinha de Burdeau, as fantasmagorias pré-socráticas. Alguns grãos caídos dos bicos destes grandes pássaros, Jônicos e Trinácios, germinaram desde meu “Empédocles de Agrigento”. – Mas o caminho natural do espírito me conduzia àqueles que, vindo do majestoso jardim murado de Descartes, haviam aberto ali, por uma brecha, perspectivas ilimitadas. Ele me conduzira diretamente, pelo instinto, como um cão guiado pelo faro de duas ou três palavras – até Espinosa.

Eu guardei preciosamente a edição que virara rara, comprada sob as galerias do Odéon, – que fora, nestes anos, meu elixir de vida eterna:

Resultado de imagem para ética espinosaObras de Espinosa, traduzidas por Émile Saisset, com uma introdução crítica, nova edição revista e aumentada, – Charpentier, 1872, 3 volumes in-12, encadernados de verde.

Embora meu pensamento esteja agora emancipado do estrito racionalismo do mestre Bento e que nele tenha reconhecido numerosos paralogismos, para mim, Espinosa se mantém sagrado, assim como são sagrados os Livros Santos para quem neles creia; e eu não toco nestes três volumes a não ser com um amor piedoso. Eu nunca esquecerei que durante o ciclone de minha adolescência, encontrei meu refúgio no ninho profundo da Ética.

São quatro horas. Inverno. O dia cai. O terno dia de um céu cinza e gelado. Estou sentado diante de minha mesa encostada na parede, perto da janela. Lá fora, a rua Michelet, deserta, onde a borrasca se engolfa, e, separado por uma grade, o fúnebre jardim da Escola de farmácia, onde os raros visitantes parecem rezar diante dos túmulos das plantas[iv]. Mas eu nada vejo do lado de fora. Estou murado. Murado no quarto fechado. Murado em minha carapaça arrepiada pelo frio, que penetra no cômodo não aquecido e por baixo do sobretudo em que se encarquilha meu corpo gelado. Murado na contemplação do livro apoiado em meus dedos dormentes. Ao redor de mim, sinto, morno halo, o triste dia que morre, a implacável natureza, a morça da cidade de pedra, e a dos meus pensamentos. O eterno prisioneiro, amarrado a seu cárcere, arrasta co’pé o balaço da preocupação, da luta pela vida, a obsessão obstinada do exame, que envenena tantas existências jovens, os fracassos repetidos, a necessidade de crispar todas as suas forças para o combate, a obrigação moral de vencer, não apenas para viver, para salvar sua vida, mas para salvar a vida dos seus, para responder ao sacrifício absoluto deles, que colocaram toda a sua sorte sobre uma carta, sobre minha sorte. Infeliz criança debilitada, sobre quem recai uma responsabilidade pesada demais, que ela não pediu! Responsabilidade que sufoca e, no entanto, lhe serve também de armadura; esmagando seus ombros, ela lhe obriga a se entesar. Sem ela, a criança se abandonaria ao Sonho incessante que zune do fundo da colmeia fechada. Mas sob a capa que a recobre, sua frágil e nervosa energia se concentra, se tenciona, angustiada na direção de um clarão que escapa pelo estreito respiradouro…

O clarão escapa. Eu o fixo na noite de meu porão. Eu o fixo entre as grades negras das linhas do livro encadernado de verde. E sob a fixidez perturbada de meu olhar alucinado, eis que as grades se afastam e que surge o sol branco da Substância. Metal em fusão que transborda a taça de meus olhos e escorre em meu ser, consumindo-o; e meu ser, como uma fonte, jorra novamente na cuba.

Bastou uma página, a primeira, – de quatro Definições, e de algumas centelhas de fogo que saltaram, ao choque das sílex da Ética[v].

Nenhuma ilusão tenho eu e não quero fazer com que outros tenham. Não pretendo, nem que essa virtude de milagre seja inerente a palavras mágicas, nem que eu então tenha apreendido o verdadeiro pensamento de Espinosa. Da mesma maneira que eu, lendo o longo primeiro volume da Introdução, honesta e timorata, de Émile Saisset, não me atinha aos argumentos amedrontados deste espiritualista, e saltava alegremente por cima do seu guarda-fogo no braseiro de que seu labor tinha por objetivo defender-me – (Ingênuos contraditores! É a eles que nos é devido conhecer e amar os gênios proibidos!) – assim, no próprio texto de Espinosa, eu descobria não a ele, mas a mim mesmo ignorado. Na inscrição traçada no portal da Ética, naquelas Definições em letras flamejantes, eu decifrava, não o que ele dissera, mas o que eu queria dizer, as palavras que meu próprio pensamento de criança, em sua língua inarticulada, se esforçava para soletrar. A gente nunca lê um livro. A gente se lê através dos livros, seja para se descobrir, seja para se controlar. E os mais objetivos são os mais iludidos. O maior livro não é aquele de uma comunicação que se imprimiria no cérebro, tal como a mensagem telegráfica sobre o rolo de papel, mas aquele cujo choque vital desperta outras vidas e, de uma à outra, propaga seu fogo que se alimenta das essências diversas e, devindo incêndio, de floresta em floresta se alastra.

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Não tentarei aqui explicar o sentido libertador do verdadeiro pensamento de Espinosa, mas aquele que eu ali encontrei, pois desde a infância minha obscura paixão, tateando, o buscava.

E não é, certamente, o mestre da ordem geométrica – “Ethica ordine geometrico demonstrata” – tampouco o racionalista o que me conquistou em Espinosa – algum gozo estético que me dão os jogos magníficos da razão: – é o realista.

Como é estranho que este aspecto da grande figura seja recoberto, até virar invisível, pelo pesado verbalismo intelectual dos filósofos de profissão! Como, ao primeiro olhar, não captam eles este olhar, esta voz, embriagados pelo Real!

É absolutamente necessário tirar todas as nossas ideias das coisas físicas, isto é, dos seres reais, indo, segundo a série das causas, de um ser real a um outro ser real, sem passar pelas coisas abstratas e universais, nem para concluir delas algo de real, nem para concluí-las de algum ser real: pois um e outro interrompem a verdadeira marcha do entendimento.

Não é um princípio de realismo alucinado, que o Tratado do Entendimento dirige nestas palavras, acrescentando logo depois, com a imperturbável segurança do visionário:

… Mas é preciso observar que, pela série das causas e dos seres reais, não entendo aqui a série das coisas particulares e cambiantes, mas apenas a série das coisas fixas e eternas.[vi]

“As coisas fixas e eternas” são “reais”. Elas são o mais real. E tudo o que é real é individual. “As coisas fixas e eternas” são “particulares”[vii]. Nada de abstrações. Nada de Essências. Nada de Seres. Tudo é ser: – e os Modos inumeráveis e finitos; e a infinidade dos Atributos infinitos; e o Ser dos seres, a Substância, “o Ser único, infinito, o ser que é todo o ser, e fora do qual nada há”[viii].

Vertigem!… Vinho de fogo!… Minha prisão se abre. Eis, portanto, a resposta, obscuramente concebida na dor e no desespero, invocada por gritos de paixão de asas quebradas, obstinadamente buscada, querida, nas mortificações e nas lágrimas de sangue, ei-la radiante, a resposta ao enigma da Esfinge, que me abraça desde a infância – à antinomia opressora entre a imensidão de meu ser interior e a masmorra de meu indivíduo, que me humilha e que me sufoca! “Natureza Naturante” e “natureza naturada[ix]… É a mesma. “Tudo o que é, é em Deus[x]. – E eu também, eu sou em Deus! Do meu quarto gelado, onde cai a noite de inverno, evado-me no abismo da Substância, no sol branco do Ser.

Horizontes inauditos! Meu sonho, mesmo em seus voos mais delirantes, foi ultrapassado. Não somente meu corpo e meu espírito, meu universo, banham-se em mares sem beiras, também a Extensão, o Pensamento, cujo entorno nenhuma caravela poderá dar a volta. Porém, na insondável imensidão, ouço rumorejarem, ao infinito, outros mares, outros mares desconhecidos, Atributos inomináveis, inconcebíveis, ao infinito. E todos estão contidos no Oceano do Ser. Entre seu polegar e o mindinho, eles estão à larga. A intuição de Espinosa abre os céus fechados, – de dois séculos adiante, pioneira dos conquistadores da ciência moderna. E se, nestes Novos Mundos, ela sabe e nos diz que, sob a nossa forma humana, jamais nos aprochegaremos, ela nos comunica a embriaguez da certeza que eles existem, que lá estão, perto de nós: isso não é apenas um fato do conhecimento, mas a batida do coração de uma coexistência. Enriquecimento prodigioso de meu universo, há apenas um instante estrangulado na gaiola de meu frágil peito! E meu coração não sofre pela sua enormidade. As asas estendidas, planando sobre estes espaços, sopro a sopro, cara a cara, fixando o olhar, sem pestanejar, da Face onipresente – “Facies totius universi[xi] – eu me sinto sustentado pela infalível mão da Livre Necessidade, que emana do Deus. Não vou tombar. Pois sou dele. Minha queda será a dele…

Si una pars materiae annihilaretur, simul tota Extensio evanesceret…[xii]

É tão somente Nele que posso tombar. Estou calmo. Tudo está calmo. Eu gozo de minha plenitude e de minha harmonia…

… Possuindo, por uma espécie de necessidade eterna, o conhecimento de mim mesmo e de Deus e das coisas, jamais cesso de ser; e a verdadeira paz da alma, eu a possuo para sempre.

Mas estas últimas linhas da Ética, não é preciso lê-las – e eu não as lia – com os olhos frios da inteligência. É necessário levar a elas a paixão de seu coração e o ardor de seus sentidos. É preciso participar do espasmo desta “Beatitude”, assim como ele a nomeia, nosso Krishna da Europa, e que é “um amor[xiii] e uma volúpia – o mais voluptuoso dos gozos humanos:

Æternitatem, hoc est, infinitam existendi, sive, invita latinitate, essendi fruitionem.[xiv]

Degustem o sabor sensual deste latim bárbaro; “essendi fruitio”!… Com meus olhos, com minhas mãos, com minha língua, com todos os poros de meu pensamento, eu o saboreei. Eu abracei o Ser.

Ó riso de Zaratustra! Eu não esperei Nietzsche pra te conhecer. Aqui tu ressoas, mas em que harmonias mais belas e mais plenas! E como elas são próximas daquelas da Ode à Alegria!

A alegria é uma paixão que aumenta ou favorece a potência do corpo… A alegria é boa… O contentamento não pode ter excessos e ele é sempre bom … O riso é um puro sentimento de alegria, e ele não pode ter excessos, e ele é bom… Quanto mais temos alegria, mais temos perfeição…[xv]

… Desfrutar da comida, dos perfumes, das cores, das belas vestimentas, da música, dos jogos, dos espetáculos e de todos os divertimentos que cada um pode dar a si mesmo, sem prejuízo alheio…

… Servir-se das coisas da vida, e delas deleitar-se o quanto possível… Unir-se aos outros e se empenhar na tarefa de uni-los, – pois tudo aquilo que tende a uni-los é bom… – esforçar-se por partilhar sua alegria com os outros…[xvi] – Unir-se, em pleno conhecimento, com toda a natureza…[xvii] Seid umschlungen, Millionem!…

Abracemo-nos, milhares de seres!

Julho de 1924

[Estas páginas sobre Espinosa, que fazem parte de um capítulo de Confissões inéditas, intituladas: A Viagem Interior, nunca foram publicadas senão em uma longínqua revista da Ásia, em língua bengali: Prabasi (1926), pelo meu amigo, o professor Kalidas Nag. E, a respeito disso, quero contar um fato emocionante, que mostra, uma vez mais, o parentesco dos espíritos do Oriente e do Ocidente. Algumas semanas após a publicação, Kalidas Nag recebeu, de uma prisão da Índia, uma carta censurada de um jovem bengali, preso político. O prisioneiro, que havia lido o relato extasiante do adolescente francês, vendo filtrar através das grades de sua jaula o sol branco do Ser, havia se reconhecido no jovem irmão da Europa. E, de sua prisão desconhecida da Ásia, estendia a ele suas mãos, arrebatado. – Romain Rolland]


Fonte do original: ROLLAND, Romain. L’Éclair de Spinoza in Empédocle d’Agrigente suivi de L’Éclair de Spinoza. Paris: Éditions du Sablier, 1931, pp. 105-131.

Publicação no Brasil: Revista Conatus – Filosofia de Spinoza – volume 8 – número 16 – dezembro 2014.

Agradecimentos dos tradutores: “Agradecemos a Evandro Maciel por interceder junto ao Instituto Romain Rolland solicitando um exemplar deste texto já esgotado e, consequentemente, agradecemos ao Instituto por ter acolhido e autorizado esta tradução. Além disso, gostaríamos também de agradecer à sensível contribuição de Luiz Orlandi ao longo de toda a tradução por suas sugestões quanto a termos e quanto ao estilo.”


Notas:

[i] NT: O autor se refere ao escritor suíço alemão Carl Friedrich Georg Spiteller, Nobel de literatura em 1919.

[ii] NT: Referência ao estabelecimento de ensino superior e pesquisa francês: École Normale Supérieure.

[iii] NT: Liceu francês de ensino secundário, cuja origem remonta ao século XVI.

[iv] Depois, o verdor cresceu. Agora, o jardim tinha acabado de se abrir; todo ele pedregoso.

[v] Ética, I, Definições 3, 4, 5, 6 e a Explicação que se segue. Centelhas arrancadas das proposições 15 e 16 da parte I, até o escólio do lema 7 da parte II.

[vi]Per realitatem et perfectionem idem intelligo” [“O mesmo entendo por realidade e perfeição”] (E., II, def. 6).

[vii] P. 329.

[viii] P. 329.

[ix] E., I, esc. até 29.

[x] E., I, 15.

[xi] Carta XLIV a Schuller. [Em português, “Figura do universo inteiro”; e a carta, na verdade, é a de número LXIV.]

[xii] Carta IV a Oldenburg. [Em português, “Se uma única parte da matéria se aniquilasse, ao mesmo tempo toda a Extensão desapareceria”.].

[xiii] “O amor divino ou a beatitude…”

[xiv] Carta XII a L. Mayer [Em português, “Eternidade, isto é, fruição infinita do existir ou, malgrado o latinismo, do ser.”].

[xv] Ética: IV, 41, 42, 45, escólio.

[xvi] Ética: IV, 40.

[xvii] Reforma do Entendimento.

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