Temas abordados nesta aula são tratados no capítulo 10 (Estoicos e Platônicos) e 17 (Aion) do livro “Gilles Deleuze: A Grande Aventura do Pensamento”, de Claudio Ulpiano.
Para pedir o livro, clique aqui.
Ele chega ao extremo da dúvida –na Terceira Meditação, se eu não me engano– e, a partir daí, ele vai querer fundar a certeza.
Daqui a pouco eu volto para explicar isso pra vocês.
(…)
Deus enganador e gênio maligno é a mesma coisa. O Deus… o malin génie ou o gênio maligno, o Deus enganador seria um Deus que praticamente nos hipnotizaria. É um Deus que nos levaria a julgar que nós estaríamos na instância da verdade, mas nós estaríamos na instância do falso. É esse o problema. Não há diferença. É a mesma coisa.
Aliás, pode até ate chamar esse Deus de um Deus louco.
Um Deus louco, né?! Porque é um Deus que produz um mundo do engano. Espinosa, por exemplo, nunca concordará com isso. Nem com essa hipótese o Espinosa concordará.
Eu volto depois pra explicar isso aqui.
Então o primeiro tema que apareceu foi o Descartes partindo da dúvida para obter a certeza. É preciso distinguir a ideia de certeza da ideia de evidência. A evidência é alguma coisa que está no mundo, na experiência. E a certeza é subjetiva. Então, a categoria de certeza, em uma linguagem melhor, diga-se: é psicológica. E a evidência é ontológica – pertence ao mundo.
A questão cartesiana então (Cartesius, em latim) a questão dele é produzir a dúvida para encontrar a certeza. E a certeza constituída. (Eu vou ter que mostrar isso a vocês) É isso que eu estou com um certo receio e vou ter que ter muita paciência pra explicar: constituir a certeza que é a evidência de um Deus não enganador, a existência de um eu e a existência de um mundo é o ponto de partida para fundar a filosofa dele.
Continua…
Parte 1:
Parte 2:
_________
Esta gravação se inicia e se interrompe abruptamente. Como ela é mais curta do que o habitual, imaginamos que uma parte considerável esteja perdida. No entanto, optamos por torná-la pública, mesmo inacabada, já que a parte que resta é extremamente clara e trata de questões essenciais para o entendimento da filosofia. Além disso, como Ulpiano não trabalha de forma linear, todas as aulas acabam se complementando, e uma questão levantada numa determinada aula pode ser essencial para potencializar outra aula, do passado ou do futuro.
Na Parte 2, dos 16:25 minutos até o final (25:56 minutos), quando Claudio responde a perguntas, a gravação não está boa, embora seja possível ouvir suas respostas.

Deixe uma resposta