A pathografia em Claudio Ulpiano

A pathografia em Claudio Ulpiano é o modo de expressarmos nosso contato com sua escrita e constatarmos proximidades entre pensadores, os mais diversos, que jamais se encontrariam no espaço habitual; em Claudio eles devem outros e comunicam-se no espaço-tempo do corpo-livro. As intensidades destes encontros são sentidas a partir dos efeitos que a leitura de seus textos promovem em termos de variações. As suas aulas são estas pathografias literalmente traduzidas em falas e vozes, em multiplicidades de pensadores que tornam-se espaços-tempos-aulas. Tais espaços-tempos, no entanto, possuem diferenças, eles são produzidos pelos afetos que levavam Claudio Ulpiano a tecer sempre novas composições para cada umas das suas singulares experimentações. Talvez, Claudio Ulpiano nos tenha mostrado, de modo imanente, a existência enquanto experimentação da finitude sem jamais temê-la. Em relação à pathografia, tais afetos, tais intensidades são produzidas como sinais virtuais, como fazem os índios quando enviam seus modos fumaçantes. Claudio Ulpiano, através da pathografia, envia signos às tribos por virem.

Luiz Manoel Lopes

  1. Muito bom reler esse texto, Luiz, onde vc traçou um perfil afinado de nossas viagens extraordinárias com o Claudio, através de mares nunca dantes navegados…

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