“Querendo juntos. Toda a tristeza. Vai se acabar”, por Luiz Orlandi

"Entretanto, com essa vilanagem, espero que esses poderes tenham criado o que nós, democratas, estamos buscando: a calma, vigorosa e pensante oportunidade de nos unirmos num vasto e variado movimento de restauração e aprofundamento de uma democracia concretamente respeitosa das diferenças e seriamente atenta aos problemas vividos neste país. Entre outras coisas, penso que, fazendo isso, manteremos o que Lula deve significar para muitos de nós: o livre e consciente curso de uma cidadania transformadora dessa decrépita realidade, essa que ainda nos golpeia, criada pelo que o Brasil sempre teve de pior: suas classes e elites tão pouco numerosas e, todavia, tão vergonhosamente dominantes com seus poderes de assalto ao povo, ao povo indígena, ao povo negro, ao povo branco, ao povo criança, ao povo mulher, ao povo imigrante, ao povo minorias... e esse destino acaba reservando para nós o papel de gente medrosa, gente esquecida de um corajoso antepassado nosso, chamado Zumbi dos Palmares, ou prematuramente esquecida de um velho nordestino corajoso, chamado Lula."

Pré-venda: “Gilles Deleuze: A Grande Aventura do Pensamento”, de Claudio Ulpiano

Prezados amigos e amigas do Acervo Claudio Ulpiano, Em função da grande procura pelo livro, estamos prorrogando o prazo de pedidos para todo o mês abril, sem comprometer o prazo já estabelecido para remessa dos exemplares até o dia 30/04. A tão aguardada reedição do livro “Gilles Deleuze: A Grande Aventura do Pensamento”, do professor ...

Aula de 28/03/1989 – O corpo e o acontecimento

"Esse corpo que está sendo pensado - olhem se não é isso! - vejam se ele não se parece com uma semente - que ora se torna árvore, ora se torna flor, ora se torna folha, sem deixar de ser coisa. É o mesmo ser - nas suas múltiplas variações. Ou seja: é uma teoria do ser germinativo. O ser é um gérmen, que não para de se modificar pelos seus acontecimentos. (...) Todos os corpos têm potência. Isso modifica a teoria do poder. O poder não é alguma coisa que uns têm - poucos têm, como se diz - e muitos querem. Poder é aquilo que todos os corpos têm - porque a potência é a essência do corpo. A essência do corpo é a potência de germinar. A essência do corpo é a potência de produzir acontecimentos."

Aula 6 – 31/01/1995 – Tornar visível o invisível

"A diferença do movimento intenso para o movimento extenso é que o movimento extenso é o movimento da matéria, é o movimento feito pelos corpos, que saem de um lugar para outro lugar. O movimento intenso é o movimento da alma. É o movimento da alma. Esse movimento intenso não se atualiza no corpo ― ele se expressa. - O que quer dizer expressão? Expressão quer dizer a existência de alguma coisa que está escondida, algo que está escondido e que, por algum sintoma, torna-se visível. Expressão é tornar visível o invisível."

Aula de 08/08/1989 – Nietzsche: O Espírito de Vingança

“As paixões humanas não suportam a passagem do tempo, não suportam o processo, ou melhor, não suportam o sofrimento ― o sofrimento que a vida traz. Não suportando esse sofrimento, geram o mundo verdadeiro. Ultrapassam o tempo; e geram o mundo verdadeiro ― Nietzsche chama isso de “recusa à vida”. O pensador da verdade recusa a vida e busca um outro mundo: abandona aquilo que é, para procurar o que deveria ser. Ou seja: abandona o ser e procura o dever. Quer dizer: o pensador da verdade é moralista.”

Aula de 19/12/1989 – A Idéia de Perfeição

“Os seres que habitam a ontologia arcaica e a ontologia platônica são os deveres-ser. É o dever-ser. É então que passa a existir tanto cá na ontologia arcaica como no platonismo aquilo que é - que é o dever-ser; e aquilo que parece ser, mas não-é - o nosso mundo! A distinção clássica da filosofia - fundamento da história da filosofia: o real e a aparência - surge como a distinção clássica de todo o modelo da filosofia. Até que...”

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