Aula de 19/06/1995 – Uma espécie de psicologia da arte

Parte 1:  
Parte 2: 
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Aula de 03/05/1995 – O caos e o crivo – O conjunto dos possíveis

(…) O meu objetivo [nesta aula] é, como eu disse pra vocês, a Teoria do Acontecimento, que o Deleuze aponta como sendo originária nos Estoicos, em Leibniz e em Whitehead. (Certo?) Então, o meu objetivo em torno do Whitehead é atingir a Teoria do Acontecimento. E essa Teoria do Acontecimento vai gerar quatro conceitos. E nós temos que lidar com esses quatro conceitos do Whitehead (que são de extremada dificuldade de compreensão!), que são: Extensão, Intensidade, Indivíduo e Objeto Eterno. Então, de alguma forma, nós temos que nos inteirar deles [desses quatro conceitos].
 
(…)
 
Então eu vou indicar um livro para vocês, um livro chamado “A Dobra” [A Dobra: Leibiniz e o Barroco] , um livro do Deleuze que trata do Whitehead, trata do Leibniz e trata do Barroco.
 
(…)
 
O Deleuze, em um capítulo que ele trata do Acontecimento, no livro “A Dobra”, ele introduz dois conceitos em inglês: “Many” e “One”. [Quando] ele introduz esse dois conceitos. Normalmente, um leitor de filosofia exulta, todo de peito erguido:  É comigo mesmo! –diz o leitor de filosofia, “Many” quer dizer “Mútiplo” e “One” quer dizer “Um”. Então “Um” e “Múltiplo”. É um hábito que todo estudante tem… desde que nasce ele está estudando estas duas coisas: , o “Um” e o “Múltiplo”… mas quando ele vai se aprofundar, [ele vê que] não tem nada a ver. Não tem nada a ver… Estes dois conceitos [em Whitehead] estão próximos a uma questão bergsoniana não interessa neste momento.
 
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Mas o Deleuze vai liberar estes dois conceitos, com o objetivo de falar em outros dois conceitos, que são o conceito de “Caos” e o conceito de “Crivo”. (…) Ele usa esses dois conceitos e coloca que o conceito de “Caos” é uma abstração, no sentido de que o “Caos” não aparece sem a presença do “Crivo”. Então, quando eu digo que “A” não aparece sem “B”, eu digo que “A”  isolado  é uma abstração. É isso que ele está dizendo.
 
Então o conceito de “Caos” para ele seria uma abstração, como eu disse. Em seguida, o Deleuze vai apontar – para entender o que ele está dizendo em termos de “Caos” e de “Crivo”– (…) ele aponta para uma questão Física [para você ver qual a dificuldade do texto!], a Eletromagnética; ele aponta uma questão da Biologia, que é a membrana polarizada – Ninguém nem sabe o que é isso…– ; e, em terceiro lugar, ele aponta Platão (…).
 
Então, o que eu vou fazer nessa aula é um trabalho em Platão, mas um trabalho de uma dificuldade e de uma originalidade muito grande; no sentido de que, nas escolas de filosofia, vocês não encontrarão uma leitura deste tipo que eu vou fazer.
 
continua
 

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Aula de 29/05/1995 – Filosofia, ciência e arte: o pensamento inventor

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Aula de 12/04/1995 – Construção das ciências lógicas – Wittgenstein X Whitehead

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Parte 2:
Parte 3: