Aula de 13/10/1994 – Uma canção pode mudar o mundo: beleza e senso comum

“Porque o homem não pode escapar do tempo orgânico.  E o homem é solipsista: ele projeta seu ser sobre o mundo. Então, ele vê um mundo orgânico. Mas há uma maneira de nós atingirmos o tempo cristalino, e é exatamente o que Proust vai nos ensinar. Nós temos que quebrar o bom senso, quebrar o senso comum. Rompendo com eles, nós entraremos na linha do tempo cristalino. Nós entraremos no que, por exemplo, Proust, Deleuze, Visconti, chamam de quarta dimensão: a beleza. Este tempo cristalino é a própria beleza. Não é qualquer homem que pode entrar na beleza; ao mesmo tempo, todos os homens poderiam. Porque todos nós temos a faculdade do pensamento puro”.

Sétima aula da série “Arte e Estética – pela via de Nietzsche”.

Parte 1:

 

Parte 2:

 

Parte 3:

 

Parte 4:

 

Parte 5:

 

Na passagem da Parte 1 para a Parte 2 é possível perceber uma pequena lacuna. Uma fala de Claudio se perdeu; é como se ele retomasse a questão um pouquinho mais adiante. No entanto, isto não compromete em nada o entendimento da aula; por isso optamos por colocá-la no site.

 

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Aula de 06/10/1994 – Considera a Flebas, à Literatura, e à Vida

“Os seres vivos manisfestam a vida, mas não são eles a própria vida. Este é o ponto de partida, e é de uma grande dificuldade… Mas se fizermos um pequeno esforço, vamos verificar que atravessa dentro de nós uma força que de maneira alguma as estrtuturas físico-químicas dão conta. E é exatamente esta força dentro de nós que Deleuze, Espinoza, e outros, vão tornar tema da sua investigação filosófica. Ou seja, nós vamos agora ver uma filosofia que ao invés de querer falar sobre as coisas que estão aí no mundo, esta filosofia vai querer narrar para nós o que são estas forças imperceptíveis, invisíveis, chamadas Vida”.

Sexta aula da série “Arte e Estética – pela via de Nietzsche”

Parte 1:

 
Parte 2:

 
Parte 3:

 
Parte 4:

 

 

Aula de 17/11/1994 – Obras de arte: deuses para os quais você não se ajoelha

“Quando Deleuze fala em espaço liso e espaço estriado, ele vai usar o modelo tecnológico, dentre outros, para mostrar estes dois espaços. Antes de explicar isto, porém, eu quero dizer que o espaço liso pertence ao povo nômade, enquanto o espaço estriado ao povo sedentário. A noção de povo nômade e povo sedentário é evidentemente uma noção histórica. Mas embora estes povos existam na história (o povo beduíno, por exemplo, seria um povo nômade), esta noção não se reduz ao campo histórico. (…) A noção de nômade e de sedentário, como a utiliza Deleuze, implica forças do inconsciente: inconsciente nômade e inconsciente sedentário (talvez o inconsciente seja necessariamente nômade, e o sedentarismo nele seja de forças que vêm de fora). (…) Então, podem acabar com todos os povos nômades, que sempre vai aparecer um artista, um filósofo, um cientista, que vai ter uma maneira de trabalhar “nomádica”. Por causa disto, o Deleuze funda uma nova ciência, chamada “nomadologia”.

Nona e última aula da série “Arte e Estética – pela via de Nietzsche”

Parte 1: 
Parte 2: 
Parte 3: 
Parte 4: 
Parte 5: 
Parte 6: 

 

Aula de 03/11/1994 – Rizoma e memória de curta duração

Parte 1: 

Parte 2:

Parte 3:

Parte 4:

Parte 5: 

Parte 6: 

Parte 7: 

No final desta aula, Paulinho Moska, que fazia parte deste grupo de alunos de Ulpiano, canta duas de suas composições: Gotas de tempo puro e Contrasenso. Nós mantivemos estas canções na gravação. Elas mostram – ao vivo, e belamente – não só a atmosfera que rodeava as aulas de Ulpiano, de rigor e alegria ao mesmo tempo, mas ainda a intersecção entre a filosofia e a vida, a filosofia e a arte, que ele sempre exaltou.

Oitava aula da série “Arte e Estética – pela via de Nietzsche”

Aula de 29/09/1994 – A ignorância de Adão ou uma lição de Espinoza

Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:

Quinta aula da série “Arte e Estética – pela via de Nietzsche”

Aula de 22/09/1994 – Silício e música eletrônica: o século do finito ilimitado

Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:


Quarta aula da série “Arte e Estética – pela via de Nietzsche”

Aula de 18/09/1994 – Uma arte multi-sensorial, pela via de Nietzsche

Esta é a terceira aula da série de 9 aulas que passaremos a chamar, apenas para facilitar a identificação, de “Arte e Estética – pela via de Nietzsche”. A gravação está absolutamente cristalina! Na Parte III, entre 4:35 min e 10:57 min, a voz de Claudio fica corrida, se deforma um pouco, mas não perde a clareza. Optamos por não suprimir estes 6 minutos, já que o defeito da gravação não afeta a nitidez do som. Esta é uma aula belíssima, uma aula bem longa, “uma aula de domingo”, que se estende pela manhã, na alegria da filosofia.

Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:
Parte 5: