Tag: Charles Sanders Peirce

Aula de 05/09/1995 – Uma introdução à semiótica: Peirce, Deleuze, Maine de Biran

“O ícone é um signo natural que você apreende por semelhança: por exemplo, eu vejo um retrato da Andréa, eu me lembro da Andréa; eu vejo um retrato de uma cadeira, eu me lembro da cadeira. O signo ícone faz uma relação, por semelhança, com o que ele representa. Já o índice é um signo que de algum modo nos projeta para o futuro. Por exemplo, você vê uma quantidade de nuvens negras no horizonte e isso é índice de chuva. Como por exemplo, Robinson em Speranza vê a marca de um pé na areia e diz: “Há um índio nesta ilha” (Tá?). Isso é um signo indicial. E o símbolo é um signo linguístico, ele pertence ao campo da linguagem ― e é aqui que aparece a grande marca da distinção entre a semiótica e a semiologia: é que a semiologia só trabalha com o símbolo.”

Aula de 31/08/1995 – O Pensamento como elemento genealógico da liberdade

Temas abordados nesta aula são aprofundados nos capítulos 3 (A Zeroidade); 12 (De Sade a Nietzsche); 13 (Arte e Forças); 18 (Proust, o Ponto de Vista ou a Essência) e 20 (Linha Reta do Tempo) do livro “Gilles Deleuze: A Grande Aventura do Pensamento”, de Claudio Ulpiano. Para pedir o livro, clique aqui.   Para gerar a ...

Aula 6 – 31/01/1995 – Tornar visível o invisível

"A diferença do movimento intenso para o movimento extenso é que o movimento extenso é o movimento da matéria, é o movimento feito pelos corpos, que saem de um lugar para outro lugar. O movimento intenso é o movimento da alma. É o movimento da alma. Esse movimento intenso não se atualiza no corpo ― ele se expressa. - O que quer dizer expressão? Expressão quer dizer a existência de alguma coisa que está escondida, algo que está escondido e que, por algum sintoma, torna-se visível. Expressão é tornar visível o invisível."

Aula 4 – 25/01/1995 – Movimento Aberrante

O que nós vamos verificar de originalíssimo na arte moderna, não importa qual – cinema, literatura, música – onde for, é a penetração nessa imagem afecção, onde – somente nela – existe o que se chama ritmo. Só há ritmo na imagem-afecção. Porque quando nós passamos para a imagem-ação, o ritmo não existe; existe a cadência.

Aula 5 – 27/01/1995 – A desumanização é a busca infinita do pensamento

“Para a arte se efetuar, ela tem que se libertar exatamente da história pessoal - porque a história pessoal é um conjunto de fantasmas, tristezas, pequenas alegrias, grandes sofrimentos, enormes emoções; e nela, na história pessoal, há sempre um herói. Quem? Nós mesmos! Por isso a literatura moderna é brutalmente invadida pelo que se chama best-seller. O best-seller é sempre a história pessoal de um autor que se diz maravilhoso. Porque qualquer narrativa de história pessoal tem que ser elogiosa para ele.”

Aula 3 – 23/01/1995 – O Empírico e o Transcendental

"O espírito se constitui por um conjunto de imagens. Conjunto de imagens esse que não é regido por nenhuma lei. Ou seja: as imagens se combinam livre e francamente. Ora, esse é o fundo do espírito! Todo e qualquer espírito é absolutamente idêntico ao conjunto de imagens que o constitui. Ou seja: não há diferença entre o espírito e o conjunto de imagens em termos delirantes - isso é o espírito. Mas acontece que essas imagens se originam das impressões. Ou seja: a impressão do azul provoca a imagem do azul. Todas as imagens que aparecem, se originam nas impressões - o que mostra que o espírito é um produto da Natureza. O espírito não é filho de Deus: ele é filho da Natureza."