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Aula de 01/02/1996 – Kant e Bergson: o transcendental e o assubjetivo

"Em Bergson, a percepção é assubjetiva. E o Bergson vai povoar a natureza dessas percepções assubjetivas. Vão se chamar eus larvares. O processo de Bergson aqui é a consciência de direito, a percepção ideal. O melhor nome para se dar a essa 'percepção ideal' é assubjetiva ou máquina. Máquina é um conceito que se opõe a sujeito e objeto. Então, a percepção ideal, a consciência de direito - é uma máquina, porque não é sujeito: não há sujeito e objeto. Sujeito e objeto só nascem quando essa percepção se humaniza, ou melhor, se animaliza. No vivo! Aí nascem sujeito e objeto - antes não havia. A grande diferença de Deleuze para Kant é que para Kant o transcendental é uma condição de possibilidade. Para Deleuze o transcendental é genético. A grande mutação da filosofia - e que é insuportável para todo mundo... - é que o Deleuze pensa o transcendental como gênese."

Aula 1 – 16/01/1995 – Corpo orgânico e corpo histérico

Temas abordados nesta aula são aprofundados nos capítulos 1 (Implicar – Explicar); 5 (A Fuga do Aristotelismo); 8 (As Singularidades Nômades); 13 (Arte e Forças) do livro "Gilles Deleuze: A Grande Aventura do Pensamento", de Claudio Ulpiano. Para pedir o livro, clique aqui:     "O que se torna primeiro para a vida de cada um de nós, é a ...

Curso “O que é a filosofia?” – Aula 02

A filosofia pretende também uma relação direta com as coisas. Chocam-se aqui a inferência, como instrumento da ciência e a intuição como método da filosofia. Um grande filósofo é aquele que cria novos conceitos: estes conceitos ao mesmo tempo ultrapassam as dualidades do pensamento ordinário, dando às coisas uma nova verdade, uma distribuição nova, um ...

Aula de 28/04/1994 – O orgânico e o cristalino ou as faculdades em seu uso comum e em seu uso transcendente

28/04/1994 “A percepção, no seu uso comum, apreende tudo o que é sensível; e a memória no seu uso comum apreende o antigo presente. Agora, a memória no seu uso transcendente chama-se reminiscência e apreende o imemorial. Olha só que coisa interessante! E a sensibilidade no seu uso transcendente apreende o insensível. Agora, o pensamento no seu uso comum apreende as estruturas lógicas. O uso transcendente do pensamento apreende o impensável. Olha que coisa linda!”

Aula 3 – 23/01/1995 – O Empírico e o Transcendental

"O espírito se constitui por um conjunto de imagens. Conjunto de imagens esse que não é regido por nenhuma lei. Ou seja: as imagens se combinam livre e francamente. Ora, esse é o fundo do espírito! Todo e qualquer espírito é absolutamente idêntico ao conjunto de imagens que o constitui. Ou seja: não há diferença entre o espírito e o conjunto de imagens em termos delirantes - isso é o espírito. Mas acontece que essas imagens se originam das impressões. Ou seja: a impressão do azul provoca a imagem do azul. Todas as imagens que aparecem, se originam nas impressões - o que mostra que o espírito é um produto da Natureza. O espírito não é filho de Deus: ele é filho da Natureza."

Aula 2 – 18/01/1995 – O solo nômade da filosofia: uma imagem do pensamento

"O pensamento - isso não precisa ser só em mim; pode ser em qualquer estudante de filosofia: pode ser em todos nós - sempre que nós nos depararmos com alguma coisa com a qual nós nos agenciamos, nós temos que - nesse agenciamento - fazer a renovação daquele pensamento. Ou seja: a grandeza do espírito, o poder do espírito, o poder do pensamento - é exatamente a prática dessa renovação."