Quand je serai k.o. – a canção do Abécédaire

Esta canção foi escolhida por Gilles Deleuze para abrir o filme Abécédaire.

QUAND JE SERAI K.O.
Alain Souchon

QUANDO EU NÃO FOR NADA
Alain Souchon
When, petite sœur,
We’ll just have to remember.
I’ll be down,
No more, the old dancing music sound.
All day long in my gown,
When I will be down.
.
Quand j’serai K.O.,
Descendu des plateaux de phono,
Poussé en bas
Par des plus beaux, des plus forts que moi,
Est-ce que tu m’aimeras encore
Dans cette petite mort?
.
Attention: plus personne
Porteurs de glace de chewing gum,
Plus de belle allure,
Chevaux glissant sur la Côte d’Azur.
Quand j’serai pomme,
Dans les souvenirs, les albums,
Est-ce que tu laisseras
Ta main, sur ma joue, posée comme ça?
Est-ce que tu m’aimeras encore
Dans cette petite mort?
.
When, petite sœur,
We’ll just have to remember.
I’ll be down,
No more, the old dancing music sound.
All day long in my gown,
When I will be down.
.
Plus d’atoll
Pour une déprime qu’a du bol,
Plus les folles
Griffonnant “Je t’aime” sur des bristols.
Quand j’serai rien
Qu’un chanteur de salle de bains,
Sans clap clap
Sans guitare, sans les batteries qui tapent,
Est-ce que tu m’aimeras encore
Dans cette petite mort?
.
Quand j’serai K.O.,
Descendu des plateaux de phono,
Poussé en bas
Par des plus beaux, des plus forts que moi,
Est-ce que tu m’aimeras encore
Dans cette petite mort?
.
I’ll be down,
No more, the old dancing music sound.
All day long in my gown,
When I will be down.

Moça, quando
Nos restar apenas lembranças.
Eu já estarei por baixo,
Sem as velhas músicas dançantes.
O dia todo de roupão,
Quando eu estiver por baixo.
.
Quando eu estiver no fundo do poço,
Atirado da vitrola,
Jogado fora
Pelos mais bonitos e mais fortes,
Será que você ainda me amará,
Assim, meio morto?
.
Veja bem: ninguém mais
Pra me trazer doces e chicletes,
Feio,
Sem cavalos brancos galopando ao vento.
Quando eu for um farrapo,
Nas lembranças e nos álbuns,
Você ainda deixará
Sua mão, sobre o meu rosto, desse jeito?
Será que você ainda me amará,
Assim, meio morto?
.
Moça, quando
Nos restar apenas lembranças.
Eu já estarei por baixo,
Sem as velhas músicas dançantes.
O dia todo de roupão,
Quando eu estiver por baixo.
.
Nenhuma ilha paradisíaca
Pra espantar a depressão,
Nem mulheres desesperadas
Mandando bilhetes de amor.
Quando eu não for nada
Além de um cantor de chuveiro,
Sem palmas
Sem guitarras, sem tambor,
Será que você ainda me amará,
Assim, meio morto?
.
Quando eu estiver no fundo do poço,
Atirado da vitrola,
Jogado fora
Pelos mais bonitos e mais fortes,
Será que você ainda me amará,
Assim, meio morto?
.
Eu já estarei por baixo,
Sem as velhas músicas dançantes.
O dia todo de roupão,
Quando eu estiver por baixo.
 

 

Tradução de Tatiana Roque e Marici Passini – Café Charbon, 16 de julho de 2010.

Um agradecimento especial à Martine Muldworf pelas dicas.

 

 

  1. maravilhoso encontrar esse vídeo, a letra. Adoro Deleuze e buscava essa musica há um bom tempo. Obrigada

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  2. Música suave, fluida, mas com uma letra tão profunda…nada como um filósofo da diferença…muito emocionante.

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  3. O vídeo foi excluído, recomendo que adicionem outro.
    Att.

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