Aula de 17/11/1994 – Obras de arte: deuses para os quais você não se ajoelha

“Quando Deleuze fala em espaço liso e espaço estriado, ele vai usar o modelo tecnológico, dentre outros, para mostrar estes dois espaços. Antes de explicar isto, porém, eu quero dizer que o espaço liso pertence ao povo nômade, enquanto o espaço estriado ao povo sedentário. A noção de povo nômade e povo sedentário é evidentemente uma noção histórica. Mas embora estes povos existam na história (o povo beduíno, por exemplo, seria um povo nômade), esta noção não se reduz ao campo histórico. (…) A noção de nômade e de sedentário, como a utiliza Deleuze, implica forças do inconsciente: inconsciente nômade e inconsciente sedentário (talvez o inconsciente seja necessariamente nômade, e o sedentarismo nele seja de forças que vêm de fora). (…) Então, podem acabar com todos os povos nômades, que sempre vai aparecer um artista, um filósofo, um cientista, que vai ter uma maneira de trabalhar “nomádica”. Por causa disto, o Deleuze funda uma nova ciência, chamada “nomadologia”.

Nona e última aula da série “Arte e Estética – pela via de Nietzsche”

Parte 1: 
Parte 2: 
Parte 3: 
Parte 4: 
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