Aula de 15/12/1994 – Um pequeno intervalo, o vazio: Bergson, a alma e o cinema

“Vejam bem, o vivo é esquartejado, ele tem um vazio. Com o sensório,  ele recebe os movimentos do mundo, e passa os movimentos do sensório para o motor;  ao passar, ele os passa nesse intervalo. E esse intervalo é um vazio completo. Mas é nesse vazio completo que está instalado o que nós chamamos alma. A alma, segundo Bergson, é esse vazio. (…) Logo, a partir do que eu disse, a introdução do vivo seria simultaneamente o nascimento da alma? Sim. Segundo essa tese, é a vida que traz a alma para o universo. Antes da vida, não haveria nenhuma alma”. (…) (…) “O artista que visa o corpo histérico, os artista que visa os gestos, ele não visa a história, ele não visa a narrativa, ele não visa a intriga; e isto, para Deleuze, é exaltante! Pois a questão do Deleuze é sair da imagem-ação, que é a imagem histérica e narrativa. Quando você entra no mundo dos gestos, você não tem mais história. Acabou a história!”

[a parte 1 da aula tem apenas 1 min e meio; as outras partes têm cada uma 30 minutos aproximadamente].

[gravação com ruídos, porém perfeitamente compreensível]

Parte 1:

 

Parte 2:

 

Parte 3:

 

Parte 4:

 

Parte 5:

 

 

  1. sem querer sem chato ou obstinado , como levo muito a serio as aulas como praticas de vida , na parte 5 no minuto final da aula quando se fala de teatro do futuro , falta um nome , detectei ateu sendo nietzsche , o catolico e o protestante com peguy acho q e issu faltaria o do meio , se puderem verificar agradeco, e confirmar estes nomes …abracos …

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    1. Nietzsche, o ateu; Péguy, o protestante, Klossowski, o católico.

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