Manuscrito 16 – A desigualdade social é a desigualdade diante da morte

“O temor da morte exerce seus estragos: como fonte de paixões sociais. Amor pelas riquezas, ambição, (desejo de autoridade e de potência social) inveja. Estas paixões não teriam sentido senão em uma sociedade fundada sobre a desigualdade. A desrazão aparece com a introdução da propriedade privada e da riqueza. Os desejos indefinidos se ligam à riqueza e ao poder que podem sempre ser maiores. A raiz destes desejos é o temor da morte. Porque a desigualdade social é desigualdade diante da morte. Os pobres estão mais expostos à doença e à fome, portanto à morte. Busca-se a segurança (desmedidamente). Não se deseja ficar sob o acaso: à la mercê de la mort.
É uma fuga aterrorizada e pânica: o resultado é o crime, a luta fratricida, a crueldade.

          Os mitos infernais são os reflexos da sociedade desigual.”

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