Manuscrito 3 – Genitalidade e luta de classes

“É o paradoxo, que os marxistas não confundem com contradição, encontrando no genital os germes da luta de classe; é o ser duplo – que simultaneamente exibe: sou o ativo puro que é passivo exatamente por ser ativo puro. É um genital que quer se assemelhar ao seio e talvez seja a analogia fundamental: é o seio entre as pernas e não o órgão genital reprodutor. O bicho faz mais uma humilhação ao homem: que não tem mais a terra como centro do universo, que não é mais o centro da criação, e agora já não tem os genitais como representante do puro conceito de visibilidade.”

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