Aula de 21/06/1995 – Deleuze, o devir

“O devenir é um processo de passagem. É passagem. Você começa a conhecer na filosofia o que Heidegger tinha tentado e não tinha conseguido: é você começar a lidar com uma coisa que não tem começo e não tem fim. Não é algo que está começando a destruir a forma ou algo que destruiu a forma. É algo que está em processo de destruir a forma. A obra dele é essa. Então você entra no século XX e vai ver porquê Deleuze se associou com Francis Bacon, se o Francis Bacon é um pintor em que as formas estão presentes. O figurativo está ali dentro. Por que então ele se aproxima do Francis Bacon? Porque a obra do Francis Bacon introduz na forma uma deformação. Essa deformação é um processo que está se dando na forma. A obra do Deleuze não é ausência de forma ou presença de forma: é um processo que ele chama de devenir outro.”

Parte 1:

 

Parte 2:

 

 

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